Encerrando a sequência de encontros com profissionais da saúde, realizada como parte da disciplina Tópicos de Engenharia Biomédica, ministrada no período diurno pelas professoras Raquel Galhardo de Carvalho Lopes Araújo e Irene Silva Farias, alunos do terceiro ciclo de Engenharia de Computação participaram de uma nova rodada de atividades multidisciplinares. A iniciativa busca ampliar a compreensão dos estudantes sobre o funcionamento dos organismos vivos e estimular o desenvolvimento de soluções voltadas a pesquisas, diagnósticos e tratamentos.
Na sequência dos dois primeiros encontros, realizados nos dias 24/02 e 03/03, os alunos receberam, no dia 10/03, a médica veterinária Paula Paparelli. Com atuação e diversas capacitações voltadas para a medicina integrativa animal, incluindo formações em Acupuntura, Ozonioterapia, Cromoterapia, Auriculoterapia, Homeopatia Veterinária, Fitoterapia e Terapia Neural, entre outras, Paparelli possui Especialização em Medicina Integrativa na Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Estado de São Paulo (ANCLIVEPA-SP) e integra a equipe de coordenação do projeto Médicos do Mundo Santos.
No dia 17/03, o convidado foi o professor Dr. Walber Toma, docente de Farmacologia nos cursos de Ciências da Saúde da Unisanta e supervisor de estágio do consultório farmacêutico da universidade. Formado pela Universidade Metodista de Piracicaba, Toma é também doutor em Farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e ministra disciplinas nos cursos de graduação em Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia e Nutrição da Unisanta, tendo atuado anteriormente como coordenador do curso de graduação em Farmácia da Unisanta
Estudante do terceiro ciclo do curso, Lethicia Garbo Martins enfatiza que as palestras contribuíram para ampliar sua visão sobre as diferentes áreas e seus desafios: “cada encontro me mostrou que a engenharia e a tecnologia podem influenciar diretamente na forma de cuidado e atendimento dos problemas mostrados, ajudando a melhorar ou até desenvolver algo diferente e mais prático. Aprendi que é sempre importante pensar em soluções tecnológicas que não sejam apenas inovadoras, mas também funcionais e aplicáveis, considerando a realidade dos profissionais e dos pacientes”.
Aluno da mesma turma, Danilo Dias Lobianco Soares sinaliza que a experiência foi muito boa, contribuindo para a compreensão das demandas de cada área. “Os encontros me permitiram entender e ter um direcionamento de como um projeto pode ser útil na prática”, revela.
“O objetivo da disciplina é aplicar princípios e métodos da engenharia para resolver problemas no campo da saúde, visando a melhoria do diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes”, explica a professora Raquel Galhardo de Lopes Araújo, uma das responsáveis pela disciplina, que sinaliza a importância dos encontros para a formação dos futuros profissionais de Engenharia de Computação.
Também responsável pela matéria, a professora Irene Silva Farias ressalta que a iniciativa reforça a importância da formação interdisciplinar. “Os estudantes claramente passam a melhor compreender as necessidades específicas de cada área e, com isso, têm condições de projetar sistemas mais assertivos, humanos e funcionais”. “O diálogo entre engenharia e as diversas áreas da saúde amplia a visão dos alunos sobre as possibilidades de atuação profissional e a importância da colaboração entre diferentes campos do conhecimento”, destaca a professora e coordenadora do curso de Engenharia de Computação, Michele Rodrigues Hempel Lima.
Em cada encontro, profissionais de cada área escolhida pelas professoras conduziram bate-papos, dinâmicas ou vivências que abordem aplicações reais da tecnologia na área da saúde, com destaque para o uso de sensores, sistemas de monitoramento, análise de movimento e dispositivos eletromédicos utilizados na reabilitação física, demonstrando como soluções tecnológicas podem impactar diretamente na qualidade do diagnóstico, no acompanhamento terapêutico e na recuperação dos pacientes, permitindo aos estudantes entender, na prática, como os conhecimentos de eletrônica, programação e sistemas embarcados podem ser aplicados no desenvolvimento de equipamentos biomédicos e tecnologias assistivas.






